05_06 - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - FB - V1

Plástico: reduza, recicle e reduza!

Brasileiro produz um quilo de lixo plástico por semana – uma das maiores médias mundiais. Confira dicas de como substituir este material

Por Fernanda Lima

O dia do meio ambiente, comemorado em 5 de junho, é uma boa oportunidade para repensar se temos praticado atitudes sustentáveis. O uso do plástico, por exemplo, é um assunto que precisa ser revisto. Apesar de descartável, o material tem sido usado excessivamente e o descarte nem sempre é feito corretamente. Um exemplo disso é uma simples caminhada na praia, onde é comum encontrar garrafas plásticas, embalagens de alimentos, entre outros itens.

A sensação de que estamos produzindo muito mais do que precisamos é comprovadamente um problema global. No ranking dos maiores poluidores do planeta, o Brasil aparece em quarto lugar quanto à produção de lixo plástico. Por ano, o país gera 11,3 milhões de toneladas desse resíduo. Os dados fazem parte do relatório internacional Global Plastics Report, levantamento do WWF divulgado em 2019 que aborda o impacto do plástico no meio ambiente, na economia e na sociedade. Segundo o relatório, o brasileiro produz um quilo de lixo plástico por semana – uma das maiores médias mundiais.

 

Embora esteja entre os maiores poluidores, o Brasil ainda está abaixo da média mundial de reciclagem. O relatório calcula que o país recicla apenas 1,28% do total de plástico produzido no país. Entre os diferentes tipos de material, o PET é o que se sai melhor: cerca de 60% do que é produzido é reciclado, sendo transformado em fios para a indústria têxtil, por exemplo.

 

Malefícios do uso do plástico

 

A invenção do plástico revolucionou a indústria no início do século XX. A chave do sucesso foi a durabilidade do produto. Desde então, centenas de plásticos foram criados, como o poliéster, o PVC, o náilon e o silicone. Nos últimos anos, o plástico foi empregado na fabricação de garrafas descartáveis, e recebeu a nomenclatura PET.

Com as vantagens de ser facilmente manuseado e transportado, o PET chegou para substituir o vidro (pesado e frágil). O plástico também substituiu embalagens de papelão e trouxe ganhos em áreas como logística, armazenamento e transporte. No entanto, os benefícios param por aí. O que não faltam são malefícios para o planeta, gerando impactos negativos para o meio ambiente.

Segundo Verônica Polzer, arquiteta e urbanista da Polzer Ambiental, o plástico é responsável pela contaminação de rios e oceanos, levando muitos animais à morte. “A cada 100 aves marinhas, 90 tem plástico no estômago. Em 2050, se o ritmo de descarte irregular de plástico permanecer, estima-se que haverá mais plásticos do que peixes nos oceanos”, conta a especialista.

Descarte incorreto

Quando descartado de forma incorreta, o lixo plástico pode causar entupimentos de valas e bueiros, gerando enchentes e deixando pessoas desabrigadas. Pesquisas mostram que o plástico, no ambiente marinho, sofre ações do meio ambiente, como altas temperaturas, diferentes níveis de oxigênio, energia das ondas e a presença de fatores abrasivos, como areia. Com isso, o material fragmenta-se e passa a ter aparência de alimento para muitos dos animais marinhos, causando a morte deles e interferindo no ciclo reprodutivo de muitas espécies.

Além de matar e contaminar animais marinhos, pequenos fragmentos do material, os chamados microplásticos, já são encontrados até em humanos. Um estudo científico divulgado em 2018 mostrou que até 50% da população mundial tenha microplásticos no intestino, incorporado por meio da ingestão de alimentos e água.

Além disso, completa Verônica, quando incinerado, o plástico libera diversos gases tóxicos. O Bisfenol, utilizado na fabricação de alguns tipos de plástico, pode causar câncer de mama, ovários e próstata. A substância não foi banida no Brasil, mas vários países já proibiram seu uso. A Anvisa informou que os estudos são inconclusivos e proibiu o uso apenas nos itens de mamadeira, chupetas, entre outro itens para bebês.

Produtos que utilizam BPA em sua composição incluem embalagens de plásticos usadas para guardar alimentos (marmitas e containers), galões de água mineral, garrafas plásticas, materiais odontológicos, revestimentos de embalagens metálicas de alimentos, entre muitos outros.

Substituições do plástico

 

Verônica defende a utilização de embalagens não nocivas, como o papel, o papelão, vidro ou metal. Confira outras dicas de substituição sugeridas pela especialista:

 

  • Troque sacolinhas plásticas por ecobags;
  • Substitua garrafas de água descartáveis por garrafas permanentes (squeeze);
  • Opte por copos de vidro e não descartáveis;
  • Troque canudinhos de plástico por de metal, vidro ou bambu;
  • Substitua xampu em embalagens descartáveis por xampu em barra;
  • Prefira escovas de dente de bambu do que de plástico;
  • Troque saquinho de plástico para legumes, frutas e verduras por sacolinhas de tecido;
  • Substitua absorventes por coletor menstrual;
  • Tenha na bolsa um kit sustentável com conjunto de talheres, caneca, squeeze e ecobag.

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