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Glúten: vale a pena excluí-lo da dieta?

Proteína encontra-se em alimentos que contém trigo, aveia, centeio, cevada e malte

Quem tem Doença Celíaca, ou seja, transtorno que afeta a mucosa intestinal de indivíduos que consomem glúten, deve riscar do cardápio alimentos que contenham esta proteína. O glúten é responsável por tornar as massas mais elásticas, saborosas, facilitando o crescimento durante a panificação e pode ser encontrado no trigo, aveia, centeio, cevada e malte (sub-produto da cevada).

No entanto, não são apenas os celíacos que abriram mão de consumir o glúten. Com o intuito de emagrecer e até desintoxicar o organismo, algumas pessoas também têm optado por não comê-lo no dia a dia. Mas será que esta é uma boa solução?

Dieta sem glúten traz benefícios para a saúde?

Consumir ou não alimentos com glúten ainda é um assunto polêmico, no entanto, muitos especialistas em saúde acreditam que a medida pode sim trazer benefícios para a saúde.

Segundo a Dra. Michele Haikal, especialista em Medicina Integrativa e Ciências Nutricionais Associadas ao Exercício Físico, o glúten inflama o trato gastrointestinal, por isso, uma dieta sem glúten não só melhora toda a defesa do organismo, como também desincha, faz bem para a memória e ainda causa bem-estar e alegria, pois contribui, indiretamente, na produção de serotonina.

De acordo com Marcela Mendes, nutricionista do Mundo Verde, a exclusão de alimentos que contenham glúten pode ser um grande desafio, mas inúmeros estudos mostram que esta mudança no cardápio traz benefícios para a saúde, que vai desde o controle do autismo, esquizofrenia, doenças respiratórias, alérgicas, intestinais e, de quebra, ajuda a emagrecer.

Outros estudos relatam ainda a inutilidade do glúten para o organismo humano e indicam os efeitos positivos de sua exclusão, como melhora do humor, redução do cansaço e fadiga, diminuição do inchaço abdominal e gases, melhora da digestão, além de benefícios para a saúde intestinal e imunológica.

 

Consequências do consumo do glúten para o corpo

 

Além da doença celíaca, estudos apontam que algumas pessoas, após o consumo de alimentos fontes de glúten, também podem ter sensibilidade ao glúten, gerando reações adversas como diarreias e inchaço abdominal. Essa sensibilidade causa um estado inflamatório no organismo que pode piorar qualquer outra inflamação que a pessoa já tenha.

 

Ainda segundo Marcela Mendes, vários órgãos e tecidos do corpo podem sofrer consequências com o consumo de glúten. Dietas ricas em carboidratos de alto índice glicêmico e glúten, por exemplo, irritam a pele, podendo gerar desde acne a dermatites atópicas.

 

Michele complementa que o consumo do glúten também pode causar desde doenças mais especificas, como dermatite hepertiforme, que é totalmente ligada ao glúten, além de outras doenças autoimunes. “Todas as doenças autoimunes pioram com o consumo de glúten, como a alopecia areata, psoríase, vitiligo, líquen plano, além de todas as doenças autoimunes de pele”, conta a médica.

Doenças articulares, como artrite, também podem piorar. “Se a pessoa está com uma inflamação na articulação, o glúten cria um processo inflamatório do organismo que irá piorar o problema”, diz Michele.

 

Ainda segundo ela, o glúten piora a defesa do organismo, causando erros de defesa, como alergias e autoimunidade. “Com as transformações dos grãos em produtos transgênicos, calcula-se que hoje quase toda a população mundial tenha algum tipo de intolerância ou alergia ao glúten. O ideal seria que todos retirassem o glúten da dieta. Quando fazemos isso, notamos uma melhora significativa na função cerebral, em níveis de energia, na imunidade, nos níveis de dor, e na saúde total, inclusive da pele”, completa.

 

Diagnóstico e tratamento

 

Ficou curioso se você tem doença celíaca ou sensibilidade ao glúten? Para obter o diagnóstico do problema, além de analisar os sintomas, é necessário fazer exames de sangue, de saliva ou biopsia intestinal. “O diagnóstico também é feito a partir da exclusão do glúten da dieta e verificando a diminuição dos sintomas”, explica Marcela.

 

Prevenir é o melhor remédio, apontam as especialistas. Para isso, a sugestão é adotar uma dieta anti-inflamatória. Nos casos de doentes celíacos, o tratamento deve ser feito com a exclusão total do glúten na alimentação diária, e para as pessoas sensíveis, por sua vez, o ideal é diminuir o consumo ou excluir alimentos fonte desta proteína, evitando assim efeitos indesejáveis.

 

Substitutos do glúten

Confira a seguir uma lista de alimentos que não possuem glúten:

Cereais: arroz, amaranto, quinoa e milho;
Farinhas: mandioca, arroz, milho, fubá e féculas;
Gorduras: óleos, margarinas;
Frutas: todas, ao natural e sucos;
Laticínios: leite, manteiga, queijos e derivados;
Hortaliças e leguminosas: folhas, cenoura, tomate, vagem, feijão, soja, grão de bico, ervilha, lentilha e raízes como cará, inhame, batata, mandioca e outros;
Carnes e ovos: aves, suínos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes e frutos do mar.

“Pela Jornalista Fernanda Lima”

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