Plante essa idéia no seu mundo: Filtro de ar natural
Na década de 1970, iniciou-se um projeto de pesquisa entre a Nasa (Agência Espacial Americana) e a Alca (Associação dos Empreiteiros de Paisagismo dos Estados Unidos), cujo objetivo era o de identificar as plantas que, através de suas características, ajudariam a despoluir os ambientes internos e fechados.
Já é sabido que a má qualidade do ar causa, frequentemente, problemas de desconforto e de saúde nas pessoas. Quando um percentual significativo de ocupantes de um determinado espaço apresenta sintomas persistentes (alergia, dor de cabeça, dor de garganta, irritação dos olhos e das mucosas, problemas respiratórios, tonturas, náuseas e fadiga), não atribuíveis a fatores pessoais de sensibilidade ou doença, e que desaparecem pouco tempo depois da saída de uma casa ou de um prédio, fica evidente que tais sintomas estão relacionados com a “Síndrome do Prédio ou da Casa Doente”.
Assim, lugares confinados, com pouca ou nenhuma renovação do ar, tornam-se rapidamente desagradáveis e até irrespiráveis, pela acumulação dos poluentes gerados internamente.
Tipos de agentes:
Agentes biológicos: bactérias, vírus, fungos, mofo, protozoários, algas, odores corporais.
Agentes químicos: monóxido de carbono, bióxido de carbono, bióxido de nitrogênio, ozônio, formaldeído, solventes, fumaça de tabaco e diversos outros compostos químicos voláteis.
Agentes inertes respiráveis: microfibras de amianto, de lã de vidro, fibras naturais, diversas poeiras.
Mais sobre a pesquisa
Bill Wolverton, engenheiro ambiental e ex-pesquisador da Nasa, autor do livro “Plants: how they contribute to human health and well-being” (Plantas, como elas contribuem para a saúde e o bem-estar), tem a missão de esclarecer e de ensinar como se livrar desse tipo de poluição, via plantas filtradoras do ar. Sua experiência baseia-se na base espacial Skylab, onde mais de 100 tipos de substâncias poluidoras foram encontradas dentro das naves.

Clique na foto e conheça uma história de plantas no escritório que deu certo
Estas pesquisas levaram a EPA – Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (U.S. Environmental Protection Agency) a vistoriar prédios públicos (escritórios, hospitais, creches etc.), identificando mais de 900 poluentes transportados pelo ar.
Eis os elementos prevalecentes:
- Formaldeído (formol) – considerado altamente tóxico e cancerígeno, presente nos móveis de escritório, na fumaça de cigarros, nos gases de aquecimento e da refrigeração, nos produtos de limpeza doméstica e industrial, nas sacolas plastificadas, nos copos e materiais descartáveis, nos adesivos para carpete e materiais retardadores do fogo, nos materiais de construção, vidros, espelhos, roupas e até no papel higiênico;
- Benzeno – encontrado na gasolina, em tintas, em borrachas, plásticos e óleos.
- Xileno – Considerado cancerígeno. Ao ser inalado, este produto inflamável ocasiona irritação dos olhos, tontura, dor de cabeça e perda de consciência. Se ingerido, provoca pneumonia. As indústrias de canetas já estão retirando o xileno da composição de seus produtos, devido aos seus malefícios.
- TCE (Tricloroetileno ou tricloreteno) – encontrado em fontes de águas subterrâneas e águas superficiais como resíduo acumulado da atividade humana – fabrico, utilização e eliminação; tintas, tintas para impressora, monitores, seladores, vernizes, adesivos, tapeçarias, fumaça de cigarros, amoníaco, álcool e acetona (carpetes e cosméticos).
A solução do Dr. B.C. Wolverton, de Anne Johnson e Keith Bounds – especialistas e pesquisadores em fisiologia vegetal – está disponível na natureza, através de plantas de fácil cultivo em locais com pouca luz, cujos filtros naturais são capazes de neutralizar a poluição interna.

As folhagens e flores estudadas possuem elevada capacidade de reter, filtrar e eliminar agentes nocivos. Além disso, as raízes e as bactérias do solo ajudam na eliminação de vapores tóxicos.
Dentre elas, destacam-se as arecas, palmeiras-ráfis (consideradas mais eficientes), dracenas, samambaias e babosa. Para um ambiente de fumantes, por exemplo, a dracena ou o clorofito são as opções adequadas. Para ajudar a manter o ar livre dos químicos dos detergentes, os antúrios são indicados. Um colecionador de arte e de quadros deve investir nas gérberas ou crisântemos, que são despoluidoras do benzeno, bem como a hera, a palmeira chamaedorea, a espada-de-são-jorge e o lírio-da-paz.
Plantas para um ar puro (nome científico e nome comum):
- Chamaedorea seifritzii – Palmeira chamaedorea
- Hedera helix – Hera
- Gerbera jamesonii – Gérbera, margarida-da-áfrica, margarida-do-transvaal
- Dracaena “Janet Craig” –Dracenas
- Dracaena marginata – Dracenas
- Dracaena massangeana – Dracenas
- Sansevieria laurentii – Espada-de-são-jorge, rabo-de-lagarto, língua-de-sogra, sansevéri.
- Chrysantheium morifolium – Crisantemum, Crisântemo, crisântemo-da-china, crisântemo-do-japão, monsenhor.
- Spathiphyllum “Mauna Loa” – Lírio-da-paz, bandeira-branca, espatifilo.
- Dracaena “Warneckii” – Dracenas

ATENÇÃO:
- Colocar uma planta para cada dez metros quadrados.
- Plantá-la numa boa terra e aguardar cerca de 7 dias para sua adaptação e para iniciar o processo de “despoluição”.
- Limpá-la, fazendo sua manutenção para que seu filtro natural não fique “entupido”.
- O excesso de plantas pode causar o efeito contrário, devido ao excesso de umidade.
MÃOS À TERRA!
Você pode embelezar sua casa ou escritório e filtrar as partículas perigosas que flutuam no ar, despoluindo o seu ambiente, principalmente no inverno, quando o tempo não permite um arejamento adequado, tornando seu ambiente mais agradável.
Deste modo, vamos nos sentir melhor, trabalhar melhor e “curtir” melhor a vida e o nosso mundo!
É a nossa saúde, é o nosso Bem-Estar!