O mundo colorido dos corantes
Postado por: Mundo Verde em 24 de Fevereiro de 2010
Recebemos da fundadora da Rede Mundo Verde, Isabel Antunes Joffe, uma indicação de leitura sobre corantes alimentícios, suas principais características e modos de utilização.

Alimentos coloridos são muito mais atrativos para a visão e o paladar. Mas quando os não possuem cor naturalmente, os corantes têm papel fundamental.
Publicaremos aqui no blog uma versão editada com as informações mais importantes, confiram:
Os corantes são substâncias que transmitem aos alimentos novas cores ou exaltam as que eles já possuem, com a finalidade de melhorar o seu aspecto.
A função dos corantes é “colorir” os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor.
Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência têm um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor e cor de laranja é muito mais agradável de beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.
Existem, entretanto, razões de ordem técnica para se colorir os alimentos, destacando-se as seguintes:
- Restaurar a cor dos produtos cuja coloração natural foi afetada ou destruída durante o processamento;
- Uniformizar a cor dos alimentos produzidos a partir de matérias-primas de origem diversa;
- Conferir cor a alimentos incolores.
Corantes naturais X Corantes artificiais
A notória simpatia dos consumidores pelos ingredientes de origem natural tem feito nos últimos anos um conjunto de indústrias de formulação de aditivos alimentícios prosperar e investir em pesquisa e desenvolvimento. Os felizardos são os fornecedores de corantes naturais, insumos com função estética e de grande importância para a indústria de alimentos, onde são utilizados para deixar os produtos com cores mais sedutoras para o consumo.
A tendência “natureba”, mais forte no exterior mas aos poucos tomando corpo no Brasil, fez as principais empresas e centros de pesquisa do ramo quebrarem um pouco a cabeça para deixar os corantes naturais mais estáveis à luz e ao calor, para desenvolver novas aplicações e superar problemas de fornecimento. Foi um esforço concentrado e que se aproveitou da cautela mundial com os corantes sintéticos, contra os quais vários estudos ao longo dos anos vêm apontando problemas de alergia e outros malefícios à saúde.
A literatura científica, aliás, é farta em apontar cuidados com a ingestão dos sintéticos, a despeito do ainda grande uso deles pelos produtores de alimentos e bebidas processadas. Esses corantes são pigmentos ou tintas sintéticas do grupo azóico, sendo a maior parte delas sintetizada a partir do alcatrão do carvão mineral.
As pesquisas, além de alertar sobre os limites de tolerância dos corantes permitidos, já fizeram vários sintéticos serem proibidos pela maior parte dos países. A publicação de estudos do Codex Alimentarius, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), já fundamentou a banição de alguns corantes por ministérios da saúde de todo o mundo, inclusive o brasileiro.
No momento, a legislação brasileira, atualizada com boa parte das leis internacionais e seguindo as recomendações multilaterais da FAO (Food and Agriculture Organization), permite apenas oito sintéticos e mais cinco sintéticos idênticos aos naturais. A permissão é condicionada à indicação nos rótulos sobre a sua condição sintética e sobre a ingestão diária aceitável.
[...]
Muitos dos aditivos naturais possuem também características funcionais e não só estéticas. Os carotenos naturais, como os extraídos de cenouras e palma, são agentes antioxidantes, assim como as antocianinas. A luteína evita a chamada mácula da retina dos olhos e o licopeno é comprovado como antídoto do câncer de próstata. E o próprio nacional urucum, segundo pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, tem demonstrado eficácia no combate a diabetes e ao colesterol alto. Mais um ponto a favor dos corantes naturais na briga com os sintéticos.
O texto na íntegra está disponível aqui. E o site da Anvisa também contém informações relevantes sobre o assunto. Informe-se e procure ingerir alimentos coloridos com corantes naturais!
Comentários
5 Respostas to “O mundo colorido dos corantes”Deixe um Comentário, e se você quizer ter sua foto ao lado dos seus comentários, faça seu gravatar!



Oi, mundo Verde!!!
“É inegável que uma bebida com sabor e cor de laranja é muito mais agradável de beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.”
hj em dia, eu já axo isso possível com o advento das águas saborizadas!!!
São mto mais saudáveis e gostosas.
Estou feliz por estar conseguindo me libertar do refrigerante.
Como são produzidos os corantes naturais?
Seriam alguns tipos de temperos?
=**, Jowzinha
Oi Jow!
Boa observação quanto às águas odorizadas, mas fica atenta porque algumas delas são mesmo refrigerantes. Leia as informações dos rótulos para tirar a dúvida.
Você pode ler mais sobre como são produzidos os corantes naturais nos links que dispolizamos neste post!
Um abraço!
Desenvolvi um corante para refrigerantes e pos para refresco, derivados do urucum e estabilizados em meio acido, só que não nem amostras as industrias se dispõem a receber para uma avaliação.
No caso seria substituir o corante artificial “amarelo tartrazina”.
Vamos esperar não é?
gratos
Decio
O que nos conforta um pouco é que existem corantes naturais que podem substituir com vantagens aos artificiais, tais como amarelo tartrazina, um veneno que age aos poucos.
desenvolvi um corante de urucum estabilizado em meio acido, pára refrigerantes e sucos em pó, porem o que percebi foi muito pouco interesse e ao menos testar.
Estamos no Brasil gente!
gratos
Decio